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Semeadura teve início lento nas principais regiões do Brasil

Instabilidade climática nas regiões produtoras provocou um pequeno atraso em comparação à safra passada, mais ainda dentro de uma normalidade histórica

A variação climática e a extensão de terras no país permitem a produção em três períodos distintos dentro de um ano safra, com o auxílio das modernas técnicas de cultivo, manejo do solo, emprego de tecnologias operacionalizadas com máquinas modernas, além de mão de obra qualificada, segundo a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento.

Observa-se, na atual safra, que a instabilidade climática registrada em importantes regiões produtoras do país, refletiu nas operações de semeadura, apresentando um início mais lento em relação à temporada passada, porém ainda dentro de uma normalidade histórica.

As produtividades estimadas para esta safra refletem condições normais de rendimento e são apuradas com a análise estatística das séries históricas e dos pacotes tecnológicos existentes na base de dados da empresa. A análise estatística considera as variáveis ocorridas nas últimas safras e a suas repercussões (safra recorde, quebra de safra, penalizações de manejo e clima), destacando o comportamento dessas variáveis no período analisado.

Essa avaliação é complementada com as análises dos pacotes tecnológicos levantados pela Conab, por intermédio dos custos de produção e comportamento dos preços, que permite estabelecer as produtividades modais nas principais regiões produtoras.

A temporada 2019/20 deve registrar a segunda maior produtividade média da série histórica, muito em razão do aumento do pacote tecnológico utilizado pela agricultura brasileira. Com o decorrer da safra e o desenvolvimento das lavouras, os diversos parâmetros que compõe a produtividade (por exemplo: clima e tecnologia) poderão ser melhores avaliados pelas pesquisas de campo, que passarão a ser monitorados por meio do índice de vegetação da diferença normalizada (NDVI) das lavouras, comparando as condições de vegetação na presente safra com as anteriores.

A estimativa da produção de grãos, da safra 2019/20, é de 246,4 milhões de toneladas, apresentando variação positiva de 1,8% em relação à temporada anterior, equivalendo a um aumento absoluto de 4,3 milhões de toneladas.

A soja, milho, arroz e algodão são as principais culturas produzidas no país. A produção da soja deverá atingir 120,9 milhões de toneladas, o milho, distribuído entre a primeira, segunda e terceira safras, deverá alcançar 98,4 milhões de toneladas, o arroz, 10,5 milhões e o algodão em caroço, 6,8 milhões de toneladas.

Entre as culturas de inverno da safra 2019, que continuam sendo acompanhadas, a atenção se volta para a finalização da colheita, sobretudo de trigo, que, neste levantamento, está estimada em 5,3 milhões de toneladas, sinalizando redução em relação a 2018, especialmente pelas oscilações climáticas ao longo do ciclo, com registros de geadas e períodos de chuvas, reduzindo o potencial produtivo das lavouras, principalmente no Paraná e por último no Rio Grande do Sul.

Fonte: Terra

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