Mercado FinanceiroNotícias

Mato Grosso do Sul, tem a 6ª maior taxa de crescimento na economia do Brasil

A economia de Mato Grosso do Sul cresceu 4,9% no ano de 2017, de acordo com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado oficialmente nesta quinta-feira (14) pela Semagro (Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É a sexta maior taxa de crescimento do PIB entre as Unidades da Federação e a segunda no Centro-Oeste.

“Esse crescimento do PIB de Mato Grosso do Sul já nos mostra resultado da política de desenvolvimento econômico implantada pelo Governo do Estado na gestão do governador Reinaldo Azambuja. O setor que mais contribuiu para esse aumento foi o da agropecuária, com 25% de participação no índice geral. Na produção de grãos, como milho e soja, fomentamos o investimento em modernização e ciência e tecnologia, gerando aumento de produtividade e maior valor agregado. As contas do PIB também mostram avanço expressivo na suinocultura e avicultura, com ampliação de granjas para atender as indústrias do setor; na piscicultura, com o avanço da tilápia e no setor de florestas, em função da instalação de mais uma linha de produção de celulose, em agosto de 2017”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

De acordo com o relatório Contas Regionais – PIB MS 2017, elaborado pela Coordenadoria de Economia e Estatística da Semagro, o valor do Produto Interno Bruto de Mato Grosso do Sul gerado em 2017 está estimado em R$ 96.372.195.278,73 (noventa e seis bilhões, trezentos e setenta e dois milhões, cento e noventa e cinco mil e duzentos e setenta e oito reais), resultando em um PIB per capita de R$ 35.520,45 sendo o oitavo maior valor per capita entre os demais estados.

“O Produto Interno Bruto representa a quantificação em valores da produção de bens e serviços em um espaço temporal, fruto do desempenho das atividades econômicas por meio da utilização de recursos produtivos disponíveis. O cálculo do PIB tem o objetivo de avaliar as taxas de crescimento global e setorial da economia, apresentar a composição das principais contas de produção na formação de riqueza, mostrar o PIB per capita resultante no período considerado e os agregados macroeconômicos por setores de atividades”, explica Eliandres Saldanha, da Coordenadoria de Economia e Estatística da Semagro.

Segundo ele, “os resultados mostram que a participação dos setores econômicos na composição do PIB/MS em 2017 está assim distribuída, o Setor Terciário que é constituído pelas atividades do Comércio e Serviços, mantém-se com a maior contribuição, representando 60,33% no valor adicionado da economia, seguido pelo setor secundário onde estão as atividades industriais pesando 22,10%, já atividade agropecuária apresentou uma contribuição de 17,60% na formação do valor adicionado pela economia estadual naquele ano, tendo reduzindo sua contribuição no PIB Sul-mato-grossense que foi de 19,6% no ano de 2016 em função da redução de preços observado principalmente nas culturas do milho e soja”.

A perda de participação do Setor Primário se explica principalmente pelas dificuldades de mercado que o setor agropecuário enfrentou naquele ano, mais especificamente com retração de preços dos principais produtos agrícolas recebidos pelos produtores, com destaque para a perda de preços estimado em 47% no milho e 12,0% na soja, considerando a variação dos preços médios de 2016 para 2017, vis a vis o comportamento dos preços dos principais insumos como fertilizantes, calcário, adubos ,combustíveis e os defensivos que se mantiveram próximos da estabilidade ou tiveram algum aumento de preço.

A perda de participação do setor primário já observado no PIB de Mato Grosso do Sul em 2017 se repete no contexto nacional, evidenciando o mesmo cenário de dificuldade de comercialização e preço em nível nacional, o mesmo comportamento se observa nas atividades industriais que apresentam dificuldade em ampliar sua participação dentro da economia, restando elevada participação ao setor terciário que tem o maior valor agregado por contemplar um variado e diversificando conjunto de atividades que na média têm uma relação CI/VBP inferior aos demais setores.

O desempenho de 4,9% alcançado pelo PIB/MS em 2017 é fruto do bom resultado obtido pela agricultura estadual, com pequena contribuição da indústria, já o setor terciário com baixo desempenho mostra tendência de lenta recuperação evoluindo do nível de queda obtido nos dois anos anteriores.

No período de 2012 a 2017 o PIB estadual obteve uma evolução média de 2,9% ao ano, com resultados negativos nos anos de 2015 e 2016, a maior contribuição vem do setor primário com crescimento médio de 9,2% na agropecuária, o setor secundário apresentou segunda melhor contribuição crescendo a uma taxa média de 1,7%, a maior dificuldade vem sendo apresentado pelo setor terciário que é formado pelas atividades de comércio e serviços que obteve uma taxa média de 1,4%.

Por AGRONEWS BRASIL – Fonte: Semagro

Etiquetas
Continuar lendo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar