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Agro é Paz: análises e propostas para o Brasil alimentar o mundo

O mundo espera que o Brasil assuma um papel cada vez mais proeminente na missão mais extraordinária que a humanidade tem de enfrentar do século 21 em diante: compatibilizar a oferta de alimentos seguros a toda a população do planeta com a preservação dos recursos naturais.

Esse é o tema do livro “Agro é Paz: análises e propostas para o Brasil alimentar o mundo”, organizado pelo engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues, foi lançado em 17 de janeiro de 2019, na Esalq/USP.

A publicação é fruto do trabalho da Cátedra Luiz de Queiroz – Ciclo 2017/2018 e aponta caminhos de estratégia ampla a partir da visão de grandes especialistas brasileiros. Para destacar seu lançamento, o primeiro titular da Cátedra, Roberto Rodrigues fará entrega do primeiro exemplar da obra para o Reitor da USP, prof. Vahan Agopyan.

Estruturado em 14 capítulos temáticos, a obra soma 412 páginas e traz artigos originais que contemplam macroeconomia, política agrícola, indústrias do agronegócio, defesa agropecuária, tecnologia e inovação no agro, competitividade internacional do agronegócio brasileiro, logística, segurança jurídica, sustentabilidade de sistemas de produção agrícola, gestão do agronegócio, agroenergia, cooperativismo e comunicação. Os artigos são assinados por um grupo de especialistas competentes que se reuniram sob a bandeira da Cátedra Luiz de Queiroz com o a proposta de compor o que Rodrigues denomina Plano de Estado para que o País assuma o protagonismo no cenário internacional, contribuindo para a paz universal.

Agro é Paz: análises e propostas para o Brasil alimentar o mundo 1
Engenheiro agrônomo e ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues

Nesta quinta-feira(11), Roberto Rodrigues deu uma palestra no Clube de Engenharia no Rio de Janeiro, com o contraponto do sociólogo Cândido Grzybrowsky e mediado pelo engenheiro agrônomo Agostinho Guerreiro.

Na ocasião, Roberto Rodrigues fez uma análise do panorama mundial e destacou uma meta da ONU para 2050 defendendo que Alimento é Paz, a partir da constatação que não haverá paz onde houver fome.

Para tanto será necessário crescer em 20% a produção de alimentos em escala global. Estudos da OCDE apontavam que o Brasil deveria ser o principal fornecedor nessa escalada de produção global.

Recentemente o USD (Departamento de Agricultura EUA) a despeito de ser concorrente comercial do Brasil, também publicou um estudo que concorda com a OCDE e aponta que o Brasil deverá crescer em 41% a produção de alimentos para atender a esse aumento de demanda mundial, nos próximos 10 anos (gráfico abaixo).

Agro é Paz: análises e propostas para o Brasil alimentar o mundo 3

A conclusão do ex-ministro é que o Brasil tem condições de crescer 41% em dez anos. Entretanto, Roberto Rodrigues indaga: – Temos condições, mas faremos isso? Talvez não!!, conclui o engenheiro agrônomo.

O projeto tem apoio da Fiesp, CNA, OCB, UNICA e Banco Santander.

Você pode baixar o livro completo clicando na imagem abaixo:

Agro é paz
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Sobre a Cátedra

A Cátedra Luiz de Queiroz é uma cadeira voltada para a discussão e realização de atividades que promovam reflexões interdisciplinares, em nível regional, nacional e internacional, sobre temas relativos ao desenvolvimento e sustentabilidade de Sistemas Agropecuários Integrados e suas aplicações com o ambiente e com a sociedade. Em 10 outubro de 2017, durante a Cerimônia de Abertura do Fórum ESALQSHOW, aconteceu a instalação da Cátedra, aprovada pela Congregação em 14 de setembro de 2017.

Seu primeiro titular foi a ex-ministro Roberto Rodrigues. Por indicação do Conselho de Governança e aprovação da Congregação da Esalq, em 12 de dezembro de 2018, assumirá esse posto o engenheiro agrônomo Marcos Sawaya Jank. Neste Ciclo de 2019, o segundo titular desenvolverá temática voltada para projetos e propostas de políticas e ações públicas e privadas que ampliem a inserção internacional competitiva e sustentável dos Sistemas Agropecuários Integrados brasileiros no mundo.

Por: AGRONEWS BRASIL, com informações de Alicia Nascimento Aguiar e Caio Albuquerque – Esalq – USP / Gilberto Fugimoto – Rede Agronomia

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