Mercado Financeiro

Frango: comportamento no atacado e no varejo da cidade de São Paulo em 2019

Dados do Procon-SP apontam que na 21ª semana de 2019 (dia-base: quinta-feira, 23 de maio) o frango abatido resfriado foi comercializado no varejo paulistano por, em média, R$6,90/kg, valor 8,5% superior ao levantado pelo órgão no início deste ano (R$6,36/kg na 2ª semana de 2019)

Embora em índice superior, o incremento registrado no varejo não foi muito diferente do observado no Grande Atacado da cidade de São Paulo. Pois, na mesma data-base da 21ª semana de 2019, o frango abatido foi comercializado (dados da Assessoria Jox Agropecuária) por, em média, R$4,15/kg, valor 5,8% superior aos R$3,92/kg de vinte semanas antes. Diferença a menos, portanto, de 2,7 pontos percentuais.

Nota-se, entretanto, que essa diferença “a menos” do atacado foi registrada neste ano em apenas três ocasiões – na semana passada e, anteriormente, na terceira e quarta semanas do ano Ou seja: nestes primeiros cinco meses (ou quase) de 2019 o frango vem obtendo, no atacado, evolução de preços melhor que a do varejo. E o melhor indicador vem das médias registradas nesse período: para o consumidor, o frango abatido resfriado ficou 2% acima do valor inicial do ano. No atacado, esse ganho foi de 6%.

E qual é a conclusão que se tira disso? A de que a oferta esteve, no mínimo, mais bem ajustada à demanda final. Uma das provas está no fato de que o adicional de preço do varejo sobre o atacado esteve entre os menores índices da corrente década – 55,6% (preço médio, no atacado, R$4,17/kg; no varejo, R$6,49/kg), enquanto em anos anteriores essa diferença foi bem maior (por exemplo, de 78% em 2018; de 68% em 2017).

O detalhe negativo é que nas duas últimas semanas o preço do frango abatido passou a sofrer retrocesso radical. E enquanto no varejo o preço pago pelo consumidor alcançou o maior valor de todos os tempos (R$6,90/kg na 21ª semana do ano), no atacado a média registrada na semana (R$4,15/kg) correspondeu ao menor valor das últimas 11 semanas. Na prática, o setor voltou a receber o mesmo valor nominal da 3ª semana de fevereiro, 7ª do ano.

Outros fatores podem estar envolvidos, mas são claros os indícios de que o anterior equilíbrio entre oferta e demanda começa a ser rompido, visto que – em oposição à queda no atacado – os preços ao consumidor final prosseguem em ascensão. E, em sendo isso verdade, desmente-se a afirmação corrente de que a alta de preços observada no mercado decorre, apenas, do desvio do produto para as exportações.

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Fonte: Avisite

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