Embrapa

AGTech Meio-Norte une gerações

O AGTech Meio-Norte Inovação para o Agro nasceu com força para promover os ativos tecnológicos desenvolvidos pela Embrapa no Piauí. São tecnologias que vêm viabilizando a vida das  pessoas e a produção agropecuária  no campo. Mais de 800 pessoas estão participando diariamente do evento, o primeiro do gênero na região.

Pessoas com idades variando de 15 a 75 anos e de estados como São Paulo, Maranhão, Ceará, Paraíba, Bahia, Pará e Pernambuco, além de estudantes dos municípios de Cristino Castro, Elizeu Martins, São João do Arraial, Miguel Alves, Pedro II, Oeiras, São Raimundo Nonato e Regeneração participam ativamente do AGTech.

O interessante de eventos como esse é a possibilidade de interação dos mais variados públicos com histórias e características particulares trazidas dos seus municípios. São pesquisadores, agricultores-familiares, estudantes e empreendedores que têm em comum o gosto e o interesse pela inovação na agropecuária.

Entre as dezenas de estudantes que participam do evento, estão  Isadora Rodrigues, Stefany Daniele e Caroline Lopes,  que cursam fazem o 9º ano na Escola Família Agrícola de Miguel Alves. Localizada na região norte do Piauí, o município de Miguel Alves está a  118 quilômetros ao norte de Teresina, onde  a agricultura é a principal  fonte de renda das famílias.

Para as jovens estudantes, que se beneficiam direta ou indiretamente do que é produzido no campo,  o AGTech é o momento de mudar o comportamento que até então era passado desapercebido pelos pais. “Os meus pais têm plantações e criações. Temos plantações de bananas e  laranjas. Criamos porcos, bodes e galinhas. Eu participei da palestra sobre óleo de soja e detergentes neutros. Pude ver que nós usamos venenos que são prejudiciais para nós e para os bichos. Vou levar isso pra casa, já que precisamos combater as formigas”, sentenciou Caroline Lopes, de 15 anos, e que vive na localidade de Barro Vermelho, zona rural de Miguel Alves.

Se por um lado existe uma juventude preocupada em mudar hábitos antigos e prejudiciais, por outro o evento recebe agricultores experientes que lidam diretamente com hortas e lavouras e que estão em busca de inovação no que fazem. Dentre esses agricultores presentes no AGTech Meio-Norte está Raimunda Pereira dos Santos, de 62 anos.  Moradora da comunidade Soinho, na Grande Teresina, ela é dona de uma horta, mas o que a trouxe ao vento não foi aprimorar seus conhecimentos sobre as hortaliças, e sim sobre a espécie de galinha Canela-Preta, que vem sendo preservada através de ações da Embrapa Meio-Norte.

Essa raça de galinha tem como vantagens serem de fácil manejo, com grande potencial produtivo/reprodutivo, podendo ser criada de maneira intensiva (presas), semi-intensiva (presas parcialmente) e extensiva (soltas no campo).

Para a dona Raimunda,  o momento é de troca de experiências. “Eu trabalho há 12 anos na horta, só que o meu desejo é aprender sobre a galinha Canela-Preta. Comecei há pouco tempo a criar galinhas e essa raça, a Canela-Preta, me chama atenção. Quero ver se ela é melhor se comparada com as que eu vinha criando. Tenho 15 galinhas e a gente nunca sabe o remédio adequado para dar. Esse evento nos ajuda a esclarecer essas dúvidas com pessoas que entendem mais”, disse.

Inovando no semiárido e cerrado nordestinos

O segundo dia do AGTech Meio-Norte, nesta quarta-feira 4, começou às 8:30 horas, com a feira de livros técnicos da Embrapa, que é uma atração à parte do evento. São 300 títulos de obras importantes estão sendo comercializados. Às 9 horas, entrou em ação, no auditório central,  o pesquisador Rafael Vivian, da Secretaria de Inovação Tecnológica da Embrapa, com a primeira palestra Marketing social e parcerias inovadoras.

Na estatística das intoxicações provocadas por agrotóxicos no cultivo ou manuseio de alimentos, Vivian mostrou números assustadores. Segundo ele, de 2007 a 2017, no País, 40 mil pessoas foram intoxicadas, com 1.900 mortes.  Mas o otimismo mostrou a cara quando ele destacou que o Integração Lavoura-Pecuária (ILP), de Norte a Sul do País, é hoje adotado por 83% dos produtores, como um sistema sustentável que controla a emissão de gases do efeito estufa.

Vivian destacou também as estratégias das marcas no Brasil e no exterior, como Orgânicas, Verdes, Boas Práticas, Práticas sustentáveis e Qualidade ambiental, que têm sido usadas para fortalecer o mercado de alimentos saudáveis.

Uma mesa redonda, a segunda da programação do evento, fechou a manhã de atividades. Com o título Como inovar no Semiárido e Cerrado Nordestinos, Luiz Fernando Devicari, gerente da Fazenda Barbosa, em São Raimundo das Mangabeiras, no Maranhão; René Cordeiro, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, Pernambuco; João Evangelista, coordenador da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA); e Rafael Pereira, agricultor de Colônia do Piauí, falaram de suas experiências. Henrique Antunes, pesquisador da Embrapa Meio-Norte, foi o mediador.

Ciência Ativa e o desafio de ideias

À tarde, no segmento Ciência Ativa, cinco rodas de conversa e visitas às vitrines tecnológicas, atraíram centenas de pessoas. Foram mostrados a agricultura urbana – Pedro Neves, Agricultura de precisão – Aderson Andrade Júnior, Internet das Coisas – Bruno Pessoa, Solos – Henrique Antunes e Rosa Mota e Linhas de crédito do BNB – Inaldo Alves de Araújo. Nas vitrines vivas, os temas foram Galinha caipira – Teresa Viola e Robério Sobreira, Mandioca – José Câmara, Feijão-caupi e alimentos biofortificados – Maurisrael Rocha e Adão Cabral e Boi Tropical – com Geraldo Magela.

A programação do segmento IDEAS For Farm foi concentrada  na palestra Elaboração de pitchs competitivos, por membro do SEBRAE; e pela elaboração dos pitchs (ideias) pelas equipes que trabalham para vencer gargalos na apicultura, avicultura e no Sistema Integrado de produção de alimentos (Sisteminha Embrapa/UFU/FAPEMIG).

 

 

 

O AGTech Meio-Norte Inovação para o Agro nasceu com força para promover os ativos tecnológicos desenvolvidos pela Embrapa no Piauí. São tecnologias que vêm viabilizando a vida das  pessoas e a produção agropecuária  no campo. Mais de 800 pessoas estão participando diariamente do evento, o primeiro do gênero na região.

Pessoas com idades variando de 15 a 75 anos e de estados como São Paulo, Maranhão, Ceará, Paraíba, Bahia, Pará e Pernambuco, além de estudantes dos municípios de Cristino Castro, Elizeu Martins, São João do Arraial, Miguel Alves, Pedro II, Oeiras, São Raimundo Nonato e Regeneração participam ativamente do AGTech.

O interessante de eventos como esse é a possibilidade de interação dos mais variados públicos com histórias e características particulares trazidas dos seus municípios. São pesquisadores, agricultores-familiares, estudantes e empreendedores que têm em comum o gosto e o interesse pela inovação na agropecuária.

Entre as dezenas de estudantes que participam do evento, estão  Isadora Rodrigues, Stefany Daniele e Caroline Lopes,  que cursam fazem o 9º ano na Escola Família Agrícola de Miguel Alves. Localizada na região norte do Piauí, o município de Miguel Alves está a  118 quilômetros ao norte de Teresina, onde  a agricultura é a principal  fonte de renda das famílias.

Para as jovens estudantes, que se beneficiam direta ou indiretamente do que é produzido no campo,  o AGTech é o momento de mudar o comportamento que até então era passado desapercebido pelos pais. “Os meus pais têm plantações e criações. Temos plantações de bananas e  laranjas. Criamos porcos, bodes e galinhas. Eu participei da palestra sobre óleo de soja e detergentes neutros. Pude ver que nós usamos venenos que são prejudiciais para nós e para os bichos. Vou levar isso pra casa, já que precisamos combater as formigas”, sentenciou Caroline Lopes, de 15 anos, e que vive na localidade de Barro Vermelho, zona rural de Miguel Alves.

Se por um lado existe uma juventude preocupada em mudar hábitos antigos e prejudiciais, por outro o evento recebe agricultores experientes que lidam diretamente com hortas e lavouras e que estão em busca de inovação no que fazem. Dentre esses agricultores presentes no AGTech Meio-Norte está Raimunda Pereira dos Santos, de 62 anos.  Moradora da comunidade Soinho, na Grande Teresina, ela é dona de uma horta, mas o que a trouxe ao vento não foi aprimorar seus conhecimentos sobre as hortaliças, e sim sobre a espécie de galinha Canela-Preta, que vem sendo preservada através de ações da Embrapa Meio-Norte.

Essa raça de galinha tem como vantagens serem de fácil manejo, com grande potencial produtivo/reprodutivo, podendo ser criada de maneira intensiva (presas), semi-intensiva (presas parcialmente) e extensiva (soltas no campo).

Para a dona Raimunda,  o momento é de troca de experiências. “Eu trabalho há 12 anos na horta, só que o meu desejo é aprender sobre a galinha Canela-Preta. Comecei há pouco tempo a criar galinhas e essa raça, a Canela-Preta, me chama atenção. Quero ver se ela é melhor se comparada com as que eu vinha criando. Tenho 15 galinhas e a gente nunca sabe o remédio adequado para dar. Esse evento nos ajuda a esclarecer essas dúvidas com pessoas que entendem mais”, disse.

Inovando no semiárido e cerrado nordestinos

O segundo dia do AGTech Meio-Norte, nesta quarta-feira 4, começou às 8:30 horas, com a feira de livros técnicos da Embrapa, que é uma atração à parte do evento. São 300 títulos de obras importantes estão sendo comercializados. Às 9 horas, entrou em ação, no auditório central,  o pesquisador Rafael Vivian, da Secretaria de Inovação Tecnológica da Embrapa, com a primeira palestra Marketing social e parcerias inovadoras.

Na estatística das intoxicações provocadas por agrotóxicos no cultivo ou manuseio de alimentos, Vivian mostrou números assustadores. Segundo ele, de 2007 a 2017, no País, 40 mil pessoas foram intoxicadas, com 1.900 mortes.  Mas o otimismo mostrou a cara quando ele destacou que o Integração Lavoura-Pecuária (ILP), de Norte a Sul do País, é hoje adotado por 83% dos produtores, como um sistema sustentável que controla a emissão de gases do efeito estufa.

Vivian destacou também as estratégias das marcas no Brasil e no exterior, como Orgânicas, Verdes, Boas Práticas, Práticas sustentáveis e Qualidade ambiental, que têm sido usadas para fortalecer o mercado de alimentos saudáveis.

Uma mesa redonda, a segunda da programação do evento, fechou a manhã de atividades. Com o título Como inovar no Semiárido e Cerrado Nordestinos, Luiz Fernando Devicari, gerente da Fazenda Barbosa, em São Raimundo das Mangabeiras, no Maranhão; René Cordeiro, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, Pernambuco; João Evangelista, coordenador da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA); e Rafael Pereira, agricultor de Colônia do Piauí, falaram de suas experiências. Henrique Antunes, pesquisador da Embrapa Meio-Norte, foi o mediador.

Ciência Ativa e o desafio de ideias

À tarde, no segmento Ciência Ativa, cinco rodas de conversa e visitas às vitrines tecnológicas, atraíram centenas de pessoas. Foram mostrados a agricultura urbana – Pedro Neves, Agricultura de precisão – Aderson Andrade Júnior, Internet das Coisas – Bruno Pessoa, Solos – Henrique Antunes e Rosa Mota e Linhas de crédito do BNB – Inaldo Alves de Araújo. Nas vitrines vivas, os temas foram Galinha caipira – Teresa Viola e Robério Sobreira, Mandioca – José Câmara, Feijão-caupi e alimentos biofortificados – Maurisrael Rocha e Adão Cabral e Boi Tropical – com Geraldo Magela.

A programação do segmento IDEAS For Farm foi concentrada  na palestra Elaboração de pitchs competitivos, por membro do SEBRAE; e pela elaboração dos pitchs (ideias) pelas equipes que trabalham para vencer gargalos na apicultura, avicultura e no Sistema Integrado de produção de alimentos (Sisteminha Embrapa/UFU/FAPEMIG).

 

 

 

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