Embrapa

A importância do bom gerenciamento para melhorar o desempenho da atividade foi o foco do Vale do Piranga Leite, realizado no dia 28 de agosto na fazenda experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), no município de Oratórios, na Zona da Mata de Minas Gerais. Cerca de 200 produtores da região polarizada por Ponte Nove (MG) participaram do evento, realizado pela Epamig, Embrapa, Emater-MG, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), prefeituras de Oratórios e Ponte Nova e Governo de Minas Gerais. Foi a sexta edição do evento anual, que nos três primeiros anos foi denominado de Ponte Nova Leite.

O gestor do Núcleo Temático Produção e Bem-estar Animal, Cláudio Nápolis, representou a Embrapa Gado de Leite na abertura e ministrou um dos mini cursos do evento, sobre gestão do rebanho.  Segundo ele, é fundamental ao produtor interagir, se organizar, adquirir conhecimentos e se atualizar, pois só dessa forma ele está preparado para tomar as decisões certas e alcançar a sustentabilidade econômica e social para sua propriedade.

O gerente da fazenda experimental da Epamig de Oratórios (MG), Jorge Bittencourt, destacou a importância de manter a pesquisa e a extensão juntas para levar conhecimento ao produtor para que ele saiba manejar sua propriedade e gerencia-la adequadamente para obter rentabilidade. O gerente do escritório da Emater-MG de Ponte Nova, Deomir Dall Pay, ressaltou o esforço dos parceiros das instituições envolvidas em realizar encontros como o Vale do Piranga Leite para manter toda a estrutura da atividade funcionando: pesquisa, assistência rural, produção e fiscalização.

O prefeito de Oratórios, José Antônio Delgado, afirmou que cabe aos políticos facilitar a vida daqueles que produzem, como produtores rurais e empresários, em benefício da população. O produtor da região, Luiz Mauro, tocou em um ponto crucial antes de parabenizar a todos os envolvidos na realização do evento, o apoio aos jovens para manter os filhos na terra. “Sem investimento, tanto do poder público como da iniciativa privada, a atividade no campo vai acabar. Se os nossos herdeiros não encontrarem qualidade de vida e tecnologia nas fazendas, eles vão abandoná-las e inchar ainda mais os centros urbanos. E quem vai produzir alimentos?”, questionou.

Palestra de abertura- O analista da Embrapa Gado de Leite, Dênis Rocha, proferiu a palestra de abertura do Piranga Leite. Ele falou sobre mercado do leite – cenário atual e perspectivas. Ele alertou que desde 2013 o Brasil não cresce em níveis significativos. No ano seguinte foi de apenas 0,5% e, desde então, a economia brasileira encolheu. “O desaquecimento econômico, claro, interfere no consumo de leite e, consequentemente, na renda do produtor”, analisou. Dênis Rocha apresentou estudos que mostram que o consumo do leite no Brasil regrediu aos patamares de 2011.

Mas Rocha mostrou também o caminho para se enfrentar a instabilidade que marca atividade no Brasil e os períodos de maior dificuldade, como o atual. “Trabalhar com inteligência, e não apenas trabalhar duro”, recomenda. E nesse aspecto o gerenciamento se torna um pilar essencial para que a atividade se sustente e gere rendimento. E isso implica em ter uma mão de obra bem treinada e eficiente e reduzir os custos sem reduzir a produção. “Não adianta apenas reclamar do preço do leite pago ao produtor. Receber mais pelo leite produzido não significa ter renda maior se o custo de produção está alto. Quem reduz seu custo amplia as possibilidades de aumentar a renda, mais do que quem recebe um preço melhor pelo leite produzido. E só a evolução tecnológica possibilita alcançar esse objetivo”, apontou.

 

A importância do bom gerenciamento para melhorar o desempenho da atividade foi o foco do Vale do Piranga Leite, realizado no dia 28 de agosto na fazenda experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), no município de Oratórios, na Zona da Mata de Minas Gerais. Cerca de 200 produtores da região polarizada por Ponte Nove (MG) participaram do evento, realizado pela Epamig, Embrapa, Emater-MG, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), prefeituras de Oratórios e Ponte Nova e Governo de Minas Gerais. Foi a sexta edição do evento anual, que nos três primeiros anos foi denominado de Ponte Nova Leite.

O gestor do Núcleo Temático Produção e Bem-estar Animal, Cláudio Nápolis, representou a Embrapa Gado de Leite na abertura e ministrou um dos mini cursos do evento, sobre gestão do rebanho.  Segundo ele, é fundamental ao produtor interagir, se organizar, adquirir conhecimentos e se atualizar, pois só dessa forma ele está preparado para tomar as decisões certas e alcançar a sustentabilidade econômica e social para sua propriedade.

O gerente da fazenda experimental da Epamig de Oratórios (MG), Jorge Bittencourt, destacou a importância de manter a pesquisa e a extensão juntas para levar conhecimento ao produtor para que ele saiba manejar sua propriedade e gerencia-la adequadamente para obter rentabilidade. O gerente do escritório da Emater-MG de Ponte Nova, Deomir Dall Pay, ressaltou o esforço dos parceiros das instituições envolvidas em realizar encontros como o Vale do Piranga Leite para manter toda a estrutura da atividade funcionando: pesquisa, assistência rural, produção e fiscalização.

O prefeito de Oratórios, José Antônio Delgado, afirmou que cabe aos políticos facilitar a vida daqueles que produzem, como produtores rurais e empresários, em benefício da população. O produtor da região, Luiz Mauro, tocou em um ponto crucial antes de parabenizar a todos os envolvidos na realização do evento, o apoio aos jovens para manter os filhos na terra. “Sem investimento, tanto do poder público como da iniciativa privada, a atividade no campo vai acabar. Se os nossos herdeiros não encontrarem qualidade de vida e tecnologia nas fazendas, eles vão abandoná-las e inchar ainda mais os centros urbanos. E quem vai produzir alimentos?”, questionou.

Palestra de abertura- O analista da Embrapa Gado de Leite, Dênis Rocha, proferiu a palestra de abertura do Piranga Leite. Ele falou sobre mercado do leite – cenário atual e perspectivas. Ele alertou que desde 2013 o Brasil não cresce em níveis significativos. No ano seguinte foi de apenas 0,5% e, desde então, a economia brasileira encolheu. “O desaquecimento econômico, claro, interfere no consumo de leite e, consequentemente, na renda do produtor”, analisou. Dênis Rocha apresentou estudos que mostram que o consumo do leite no Brasil regrediu aos patamares de 2011.

Mas Rocha mostrou também o caminho para se enfrentar a instabilidade que marca atividade no Brasil e os períodos de maior dificuldade, como o atual. “Trabalhar com inteligência, e não apenas trabalhar duro”, recomenda. E nesse aspecto o gerenciamento se torna um pilar essencial para que a atividade se sustente e gere rendimento. E isso implica em ter uma mão de obra bem treinada e eficiente e reduzir os custos sem reduzir a produção. “Não adianta apenas reclamar do preço do leite pago ao produtor. Receber mais pelo leite produzido não significa ter renda maior se o custo de produção está alto. Quem reduz seu custo amplia as possibilidades de aumentar a renda, mais do que quem recebe um preço melhor pelo leite produzido. E só a evolução tecnológica possibilita alcançar esse objetivo”, apontou.

 

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